terça-feira, 11 de novembro de 2014

Publicidade infantil


Hoje, em uma sociedade altamente globalizada, muitas crianças desconhecem brinquedos como, peão, bola de gude, peteca, pula corda, passa anel. Tendo outros anseios e desejos de consumo, que são ainda mais ampliados e influenciados pela propaganda. Neste contexto, discute-se a publicidade infantil no contexto brasileiro e ate que ponto ela pode ser abusiva.

A cultura do ter em detrimento do ser encontra-se bastante enraizada, e o que se tem determina o que se é. Sabendo disso e da influencia que os pequenos príncipes têm sobre os pais, eles se transformam em tiranos e exploram dos pais todos aqueles produtos que o marketing infantil persuadiu para desejar. No Brasil, entretanto, tal questão torna-se problemática, pois, em um país com desigualdade socioeconômica nem todas as crianças podem consumir os produtos vendidos pela propaganda.

Em uma sociedade capitalista tudo é movido por capital conseqüentemente necessita-se de propagandas. Em suma o trabalho, os produtos adultos ou infantis e os lucros são o que movem o planeta.

Além disso, deve-se está atento que a propaganda não está presente apenas em comerciais ou campanhas. Ela esta presente também de forma camuflada em novelas e filmes, por exemplo. Um ídolo teen a usar uma roupa que logo se tornará um produto vendido pela propaganda e consumido por nós.

No Brasil é comum ver crianças de 5, 6 anos com tablet em mãos dominando a tecnologia e até mesmo ensinando para os pais, algo que é considerado normal apesar das grandes contradições. Existe propaganda em todos os lugares, nas ruas, na mochila do colega que é mais bonita, no âmbito familiar e até no simples fato de abrir a geladeira. Não se pode simplesmente impedir uma criança de estar exposta aos meio externos como sugeri a coesão social de Durkheim.


É imprescindível que ocorra uma reavaliação da aplicação dessa lei, bem como, o governo deve punir com multas propagandas deliberadamente abusivas. Já a família e a escola devem se unir para passar às crianças os valores mais essenciais que escapam à ideia do consumismo, bem como ajudar a construir consumidores críticos e conscientes. Não se deve esconder os problema, mas lutar contra ele.

Rhayane de Paula
Equipe Impacto News

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