Hoje, em uma sociedade
altamente globalizada, muitas crianças desconhecem brinquedos como, peão, bola
de gude, peteca, pula corda, passa anel. Tendo outros anseios e desejos de
consumo, que são ainda mais ampliados e influenciados pela propaganda. Neste
contexto, discute-se a publicidade infantil no contexto brasileiro e ate que
ponto ela pode ser abusiva.
A cultura do ter em
detrimento do ser encontra-se bastante enraizada, e o que se tem determina o
que se é. Sabendo disso e da influencia que os pequenos príncipes têm sobre os
pais, eles se transformam em tiranos e exploram dos pais todos aqueles produtos
que o marketing infantil persuadiu para desejar. No Brasil, entretanto, tal
questão torna-se problemática, pois, em um país com desigualdade socioeconômica
nem todas as crianças podem consumir os produtos vendidos pela propaganda.
Em uma sociedade
capitalista tudo é movido por capital conseqüentemente necessita-se de
propagandas. Em suma o trabalho, os produtos adultos ou infantis e os lucros
são o que movem o planeta.
Além disso, deve-se está
atento que a propaganda não está presente apenas em comerciais ou campanhas.
Ela esta presente também de forma camuflada em novelas e filmes, por exemplo.
Um ídolo teen a usar uma roupa que logo se tornará um produto vendido pela
propaganda e consumido por nós.
No Brasil é comum ver
crianças de 5, 6 anos com tablet em mãos dominando a tecnologia e até mesmo
ensinando para os pais, algo que é considerado normal apesar das grandes
contradições. Existe propaganda em todos os lugares, nas ruas, na mochila do
colega que é mais bonita, no âmbito familiar e até no simples fato de abrir a
geladeira. Não se pode simplesmente impedir uma criança de estar exposta aos
meio externos como sugeri a coesão social de Durkheim.
É imprescindível que
ocorra uma reavaliação da aplicação dessa lei, bem como, o governo deve punir com multas propagandas
deliberadamente abusivas. Já a família e a escola devem se unir para passar às crianças os
valores mais essenciais que escapam à ideia do consumismo, bem como ajudar a
construir consumidores críticos e conscientes. Não se deve
esconder os problema, mas lutar contra ele.
Rhayane de Paula
Equipe Impacto News